segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um sonho que se foi.



Até agora todas as minhas postagens foram cheias de animação, empolgação, entusiasmo e alegria. Gostaria de nunca perder este tom, mas nem sempre isso é possível. A vida insiste em nos provar que não temos controle de tudo. E nós insistimos em querer controlar tudo.

Há algumas semanas descobri que estava grávida de seis semanas e fui tomada por sentimentos maravilhosos, intensos e ao mesmo tempo controversos. Não estávamos esperando uma gravidez tão cedo. Demorei tanto para engravidar da Beatriz, dez anos depois de ter o Gustavo. Se nós queríamos? É lógico que queríamos, sempre sonhamos com uma grande família, três, quatro, cinco filhos... Ao descobrirmos, parecia que aquilo era tudo o que mais queríamos nesta vida.
Muitos planos, sonhos, modificações na nova casa, reestruturações das próximas férias e assim por diante. Como pode algo tão pequenino mudar tanto a nossa vida em tão pouco tempo?

De repente algo começa a dar errado. Sangramentos, dores e cólicas, seguidos de repouso absoluto com progesterona para segurar o bebê e perigo de aborto. Parei toda minha vida. Deixei todos os compromissos e obrigações de lado e fiquei quietinha em casa com a minha mãe cuidando das crianças. Mas aquela sensação de impotência não me abandonava. Lá no fundo eu sabia que algo estava errado. No prazo de duas semanas fiz quatro ultrassonografias. Na última, na qual eu deveria estar por volta da décima semana, foi detectada a morte fetal,  não havia mais batimentos cardíacos... Tristeza, sofrimento, desilusão e aquela velha sensação de impotência.

Hoje não consigo entender muito bem as razões deste acontecimento. Acredito que tenha sido um anjinho que precisava ficar apenas algumas semanas em meu ventre. Tenho apenas a certeza que Deus não erra. Ele sabe bem as razões, sei que existe um plano muito bem elaborado para minha vida. Então coloco tudo nas mãos de Deus. Vou sacudir a poeira, dar a volta por cima e seguir em frente.

Na vida só sofre quem se arrisca. O mais importante é tirar o melhor de cada experiência que temos, boas ou ruins. Não vou deixar de me arriscar. Não vou deixar de acreditar. Sei que ainda sofrerei muito, assim como também tenho certeza que serei muito feliz...

Prometo que em breve voltarei com muitas novidades e com aquele meu típico tom de alegria, empolgação e ansiedade. Mas hoje, estou um pouco sem ânimo para escrever sobre as futuras mudanças.

Cumprirei meus últimos compromissos e obrigações, aí então voltarei todas as minhas atenções à mudança que está bem próxima. Em duas semanas, no máximo, serei uma cidadã Vinhedense. Sou funcionária do Singular Anglo até 15 de dezembro. Depois, o futuro? Ainda não sei. Acho que lecionarei no Novo Anglo Vinhedo. Estamos em negociação.

Hoje vou parando por aqui. Até breve, fiquem na luz e Vinhedo lá vamos nós!

Um grande beijo,

Viviane






segunda-feira, 24 de outubro de 2011

E o destino nos prega uma nova peça



Mudanças são as únicas constantes de nossas vidas. Não podia ser diferente comigo. Fiz planos, com datas, metas, objetivos e assim por diante. Aí vem o tal do destino e muda tudo da noite pro dia...

Quinta-feira à tarde há duas semanas recebi uma ligação do colégio que matriculei as crianças em Vinhedo. Era a coordenadora me perguntando se seria possível eu assumir 22 aulas em Vinhedo. A professora de inglês do colégio quebrara o pé e só retornará no próximo ano. Ela me disse que já estava interessada no currículo que eu enviara há algumas semanas e que se eu pudesse ajudá-la neste momento eu teria grandes chances de continuar no colégio no próximo ano.

Pensava, sim, em pegar algumas aulas neste colégio no próximo ano por conta da bolsa de estudo para filhos de professores. Mas imediatamente?!? Não era isso que eu estava imaginando, mesmo! Mas como toda (boa) mãe pensa primeiro nos filhos, no futuro deles e principalmente na educação... Não é que eu topei? Sim, aceitei. Com uma condição apenas: carregar a minha bebê comigo. Condição que foi aceita sem problema algum. E com isso minha vida está uma loucura.

Vou para Vinhedo com a Bia na quinta-feira à noite. Leciono na sexta-feira. Passo o final de semana por lá. Segunda e terça também leciono. Saio na terça por volta das 13h e venho para SP à tempo de buscar meu filho na escola às 15h. Uma correria sem fim.

Sem contar o transtorno imediato de manter duas casas em ordem, funcionando bem e abastecida. O coração partido de deixar um filho e o marido por alguns dias. A dificuldade em cuidar de uma bebê e trabalhar arduamente ao mesmo tempo. O trabalho em si, pois começar num colégio no final do ano não é tarefa fácil.  A adaptação da bebê com os novos e "longos" horários. Ficar sozinha com a bebê à noite. Pegar a estrada solitariamente. Voltar para SP e lecionar aqui também.

Continuar com as metas e datas planejadas não está sendo possível. Comprar o resto dos móveis, decorar e arrumar a casa nova neste momento entrou para segundo plano. Nem eu acredito que estou escrevendo isso, ou melhor, vivendo isso!

Aos poucos vou descobrindo na prática que a vida não é tão fácil quanto imaginava. Não é reclamação, é fato. Sei que não posso reclamar. Mesmo porque posso contar e conto com a ajuda de muitas pessoas boas e amadas que me cercam. São aqueles anjinhos especialmente enviados. Obrigada Deus por tê-los em minha vida!

Não há de ser nada demais. Eu sou forte, eu aguento. Falta pouco. Daqui alguns dias as aulas do Gustavo em SP acabam e ele poderá me acompanhar. Em dezembro faremos a mudança definitiva. Aí acabará essa fase. E estaremos todos reunidos novamente todos os dias.

Aguardem as próximas novidades...

Grande beijo, fiquem na luz e Vinhedo lá vamos nós!

Viviane

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Percalços da vida.



Estou na fase de encarar a realidade. Dura realidade? Não, de modo algum posso descrevê-la desta maneira, pois graças a Deus e aos nossos esforços (nosso = minha família), a minha realidade não tem nada de dura. Na verdade é até muito maneira. Mas não diferente de todas as pessoas humanas*, nós sempre encontramos alguns percalços no nosso caminho.

Aconteceu um pequeno incidente na minha casa aqui de São Paulo. No dia do aniversário do meu pai no início deste mês, fui com as crianças jantar na casa dele e o meu marido não foi pois trabalharia até tarde naquela noite. Ao sair da casa do meu pai por volta das dez da noite tocou o meu celular. Era meu marido me avisando que acabara de chegar e que nossa casa fora assaltada. Levaram algumas coisas de valor material e como por sorte não estávamos lá eu disse e repito: "Que Deus ilumine esssas almas que vivem na ilusão e ainda não tem condições de reconhecer os verdadeiros valores da vida!"

Após o assalto eu me lembrei que o seguro desta casa, o qual eu paguei por oito anos seguidos, havia vencido há alguns meses. Eu não o renovei pois como estávamos e estamos prestes a nos mudar para um condomínio fechado... Pensei comigo, se há oito anos eu pago e nada aconteceu, não será em seis meses que acontecerá. Contudo aconteceu. Mas vamos deixar este incidente para trás e bola para frente!

Entretanto a ansiedade ficou muito maior e mais aguçada agora. Para dizer a verdade não vejo a hora de finalmente ir para Vinhedo e não mais voltar. Mas a realidade é outra. Tenho que colocar os pés no chão e com a razão seguir cumprindo meus compromissos aqui e ao mesmo tempo (aos finais de semana) ir cuidando da nossa nova vida lá.

Uma grande preocupação minha era referente ao colégio das crianças. A prioridade em relação aos nossos filhos foi, é e sempre será lhes oferecer a melhor educação possível. Desejamos que eles tenham um futuro brilhante, mas isso dependerá exclusivamente deles. As oportunidades e ferramentas necessárias nós estamos oferecendo, basta que eles façam bom uso. Após meses de procura e visitas, decidimos que eles continuarão utilizando o mesmo método e material que já estão acostumados (Anglo). Além de ser excelente (já são mais de dez anos que leciono no Anglo), há também a questão da adaptação que deste modo acredito que será bem mais branda.

Agradeço especialmente e de coração a minha amiga Marly de Vinhedo, que muito me ajudou nesta escolha. Além de me mostrar com realismo todas as particularidades do colégio pois sua filha Gabi lá estuda, também correu atrás das reuniões nas quais conseguiu para as crianças ótimos preços nas mensalidades. Deus sempre coloca alguns anjinhos em nosso caminho para que não duvidemos de Sua existência. Existem sim pessoas que fazem o bem sem pensar em recompensas!

Agradeço também à minha vizinha Eli a gentileza de ter me apresentado a Adriana que há exato um mês está fazendo a faxina lá em casa. Mas não é que hoje a Eli me contou por telefone que a menina não mais poderá trabalhar lá em casa?!? OMG! Eu já tinha ciência de que a rotatividade das diaristas é bem grande em Vinhedo, mas um mês? Eu imaginava um ano, ou pelo menos seis meses... Bom a justificativa foi: problemas de saúde, então eu vou taxar esta experiência como uma infeliz coincidência. A Eli me contou que a Adriana deixará algumas indicações. Vamos ver no que vai dar. Depois eu conto aqui o resultado.

Outra ocorrência bizarra que aconteceu em Vinhedo foi neste último final de semana. No domingo pela manhã, após jogar futebol, o Gustavo foi tomar banho em sua suíte. Repentinamente eu escuto um grande estrondo. Saí correndo para ver o que aconteceu. Para meu espanto encontrei meu filho pelado, molhado, sangrando em pequenas escoriações, com vidro de box estilhaçado para todos os cantos do banheiro. Segundo ele, estava tomando banho e ao abrir a porta de vidro do box ela subitamente se despedaçou sozinha. Eu nunca vi nada parecido. Por sorte foi apenas um susto. Eu já estou à procura de uma nova porta.

Eh! A mudança está marcada para dezembro! Exatamente hoje inicia-se a primavera e acredito que antes do verão chegar, já estarei por lá. Seja bem-vinda primavera!

Bom, acho que por hora basta de novidades, dramas, tramas, entre outros.
Assim que tiver algo novo venho aqui contar para vocês.
Um grande beijo, fiquem na LUZ e Vinhedo lá vamos nós!



*pessoas humanas - tomei esta expressão emprestada da minha amiga Mauren.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A felicidade pode incomodar



Estou sem tempo até para minhas amadas postagens aqui. Tudo isso porque estou na fase das ações: tirar medidas, fazer orçamentos, buscar lojas, comprar tudo o que você puder imaginar e mais um pouco, contratar profissionais (piscineiro, jardineiro, faxineira, etc.) e além de tudo isso ainda tenho que tentar continuar com minha vida aqui na cidade grande.

É difícil continuar agindo normalmente no meu dia a dia, sem demonstrar tamanha ansiedade. TENTO agir como se nada estivesse acontecendo, como se daqui alguns meses meu mundo não fosse mudar radicalmente, apenas porque muitos não estão interessados nessa mudança e nem tem nada a ver com isso, sabe aquela velha história "a felicidade incomoda"? Eu sinto um pouco isso. Mas como só quero boas vibrações e ótimas energias ao meu lado e no meu novo lar, não dou crédito nem bola para essas pessoas. Estou numa fase "zen", quando sinto uma energia negativa por perto, respiro fundo e rogo por luz, para todos.

Desde que recebi as chaves, já perdi as contas de quantas vezes eu peguei o Rodoanel e rumei a Vinhedo. E sei que daqui para frente esta estrada fará parte da vida da minha família, pelo menos até dezembro, pois depois o difícil será eu tomar o rumo inverso... E os carretos? Sim, porque meu carro toda semana parece mais um caminhão de mudança do que um carro de família. E há também os carretos na pick-up do meu irmão, se não fosse por ele não teríamos o mínimo possível de conforto para passar os finais de semana lá.

Sendo assim, não posso deixar de falar de alguns anjos que estão sempre por perto, nunca reclamam e só ajudam. Muitas vezes sacrificam seus finais de semana de descanso. Sempre solícitos e generosos estão disponíveis para qualquer tarefa. E acho que se faz até desnecessário eu mencionar nomes, a energia emanada por eles e a real felicidade que sentem por nós. (Lá vem minha fase "zen" novamente, hahaha...)

Bom, o importante é manter a balança equilibrada, fazer o bem sem olhar a quem, andar conforme a carruagem, e assim por diante. Esses são alguns bons e sábios ditados para minha atual fase. Acredito que somos e temos o que pensamos e logo, merecemos.

Minha casa está ficando como sempre imaginei, lógico que não conseguirei mudar com tudo pronto mas muita coisa, se Deus quiser, ainda farei. E conforme eu for realizando estes sonhos eu vou postando as novidades aqui para vocês. Por enquanto tenho uma casa com tudo incompleto, até com alguns cômodos vazios e sem decoração alguma. Contudo chegarei lá...

Um grande beijo, fiquem na LUZ e Vinhedo lá vamos nós!

Viviane 



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Empolgação, entusiasmo, excitação...


Empolgação. Acho que essa é a sensação que está me dominando no presente momento. Sabe aquela vontade de fazer tudo ao mesmo tempo. Comprar, arrumar, limpar, ajeitar, mudar, pintar, reformar... Fazer de tudo um pouco e ao mesmo tempo até que todas as coisas fiquem prontas e exatamente do jeito que quero e no lugar que idealizei e imaginei. Pois é, é assim que estou me sentindo. Quero sair para comprar tudo o que está faltando, olha que não sou consumista, mas a vontade de ver minha casa pronta está quase sendo maior.

Aí então me contenho, freio este arrebatamento repentino, paro e penso. Tenho que pensar, me obrigo a pensar que as coisas não são assim. Tenho até dezembro para transformar esta casa num lar. E com certeza sempre restará algo a fazer. Afinal, a eterna busca da perfeição é algo almejado pela maioria das mulheres.

Quero decorar minha casa com calma e serenidade para assim usar um pouco mais da razão e do bom senso. Não sair comprando tudo por impulso e ímpeto. Quero planejar e estudar tudo para que atenda às nossas necessidades de forma inteligente e sustentável, sem perder a beleza e o charme. Quero ambientes aconchegantes, não apenas bonitos e com peças caras. Bom, quem me conhece sabe que não dou valor algum às etiquetas. Posso até pagar mais caro, mas nunca pelo nome e sim pela utilidade e pelo conforto.

Ah! O conforto! Essa sim é uma palavra que me atrai bastante pois acredito que quando você está confortável você consegue ser você mesma. Não é necessário gastar muito dinheiro para isso. Ao realizar tudo com alegria, amor e felicidade, o objetivo consequentemente é alcançado. Consegue-se então ambientes harmônicos, confortáveis e felizes.

A minha atual busca é aplicar esses lindos conceitos de vida no meu dia-a-dia de forma que a presente propriedade se consolide numa casa e se transforme no futuro lar de minha família. Pôr em prática essa teoria fascinante. Sei que terei que controlar a ansiedade e toda a excitação inicial. Contudo com pessoas tão maravilhosas ao meu lado, acredito que tal tarefa não será tão árdua quanto me parece no momento.

À medida que eu conseguir concretizar meus sonhos e alcançar meus objetivos (sempre com a benção e a proteção de Deus) vou postando as novidades aqui para vocês.

Um grande beijo, até a próxima e Vinhedo lá vamos nós!

PS.: Há uma semana recebi as chaves e após passar quatro dias lá, já não quero mais voltar para São Paulo. Espero que seja realmente a empolgação inicial...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

As chaves


Após tantas idas e vindas de Vinhedo, com o meu nível de ansiedade no limite da razão, estou aqui para relatar um momento muito especial desta minha nova empreitada, o recebimento das chaves do meu futuro lar.

Até então tudo era um sonho, bem próximo da realidade, mas um sonho. Agora sim posso afirmar que o sonho está se tornando realidade. Pegar a chave e abrir a porta da sua nova casa, sem corretores e ex-proprietário... realmente não tem preço. Bom, preço até que tem, mas ele perdeu o sentido e o real valor diante da emoção do momento.

Foi meio que por acaso que sozinha recebi as chaves. A entrega estava marcada para o mês de julho, porém os documentos por parte do ex-proprietário atrasaram e a entrega seguiu caminho. Fui eu para Vinhedo na última semana de férias com a intenção de passar um dia agradável entre amigos, conhecer um pouco mais a cidade e também conhecer a minha até então amiga virtual Marly a qual realmente deixou de ser apenas virtual. (Contarei esta história numa próxima postagem).

Bom, como eu estava por lá, decidi ir até a imobiliária para verificar como estava o andamento do processo, das documentações e tentar descobrir uma data aproximada da entrega das chaves. Para minha grande surpresa lá estavam elas a minha espera. Quase não acreditei quando a Vanete me disse que poderia pegá-las no próximo dia pela manhã, pois os pertences do antigo proprietário já haviam sido retirados. E intencionalmente ele deixara as chaves para nos entregar, mesmo sem findar as papeladas e formalidades.

Saí de São Paulo com a intenção de ficar apenas um dia em Vinhedo, mas com a grande novidade acabei pernoitando na casa da Marly. No dia seguinte logo bem cedo rumei para meu futuro lar onde a Vanete já estava me esperando para vistoriar a casa e entregar as chaves. Após terminada a vistoria, finalmente recebi as chaves. Ao sair deixei as janelas abertas ventilando a casa porque voltaria mais tarde para apresentar meu novo lar aos meus amigos que lá estavam.

Não posso deixar de mencionar o episódio de ter sido barrada na entrada do condomínio por não ter nenhum documento comprovando minha posse. Fui salva pela minha vizinha Eli que autorizou minha entrada. Mas logo pensei no lado positivo, a segurança do condomínio realmente funciona.

Aí então está o ápice da história: Fui ao meu novo futuro lar e abri a porta da frente com a minha chave com muita emoção, felicidade e esperança.

Até a próxima postagem, um grande beijo e Vinhedo lá vamos nós!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A pergunta que não quer calar.


Muitas perguntas são feitas acerca da minha nova futura vida em Vinhedo. Mais existe uma que é a campeã. Não interessa quem nem onde, contudo mais cedo ou mais tarde ela surge como quem não quer nada no decorrer de qualquer que seja o assunto: "O que você vai fazer em Vinhedo?" Uma pergunta bastante ampla se levarmos em consideração os muitos sentidos do verbo fazer. Sei que muitos referem-se à minha futura atuação profissional. Quanto a isso eu, verdadeiramente, ainda não sei. Outros usam uma função conotativa do verbo fazer. Sobre esses outros, eu prefiro não comentar.

Como vocês sabem a proposta de mudança radical de vida vem sendo desenvolvida há tempos, estou preparando tudo minuciosamente para que fique a total contento de todos os envolvidos. É lógico que estamos financeiramente preparados para tal mudança. O Jefferson está se preparando e até agendando futuros cursos para somente atuar na área financeira que ele tanto gosta.

Tenho plena consciência que a pergunta é feita mais diretamente à minha pessoa. As pessoas que me conhecem bem sabem que não conseguirei ficar parada. Sem desenvolver atividade alguma. Apenas cuidando das crianças e da casa. Eu vou sim, com certeza, trabalhar.

Todavia já pensei nas mais diversas, possíveis e imagináveis atividades para eu desempenhar.
Primeiramente queria abrir uma franquia na área da educação. Uma pequena escola infantil ou de idiomas, afinal de contas são mais de quinze anos lecionando. Já descartei tal ideia por causa do grande número de diversificadas escolas espalhadas pela cidade. Há também outras franquias que me ocorreram. Uma livraria é um sonho de consumo particular meu, devido ao meu profundo amor pela leitura. Ainda não consegui visualizar essa viabilidade. Não posso me deixar levar pela paixão em algo imensamente importante.

Após muita reflexão acerca dessas e de tantas outras atividades cheguei a conclusão que não tenho como saber antes de me instalar em Vinhedo. Tenho que conhecer e sentir quais são as reais carências da cidade. O que falta no mercado de trabalho da região? Qual público alvo eu pretendo atingir com qualquer que seja o produto? Há mercado para tal produto? Estas são algumas das milhares de perguntas que povoam meus pensamentos. Eu sei que só após respondê-las chegarei próximo a uma resposta para "a" pergunta que não quer calar.

Grande beijo, até a próxima e Vinhedo lá vamos nós!

Viviane

PS.: Para os mais curiosos e ansiosos vou responder a mais uma pergunta. Não, eu ainda não peguei as chaves do meu futuro lar. Porém o grande dia se aproxima...

sábado, 25 de junho de 2011

Pequenas mudanças no futuro lar.

Você com certeza já ouviu falar de alguém ou por experiência própia começou uma reforma e jurava que seria pequena? Acredito que todas as reformas começam assim, com a intenção de ser pequena. Porque não conseguimos assumir logo que toda reforma é trabalhosa e levaremos mais tempo do que planejávamos? Aí toda a graça estaria perdida com essa exacerbada honestidade, não é?

No meu caso começarei uma reforma como todos, como sempre será uma pequena reforma e espero eu que assim seja até o final. Não, não quero chamar de reforma não. Farei  algumas "mudanças" no meu futuro lar. Acrescentarei ambientes faltantes na tão esperada casa dos sonhos. No momento da compra estava realmente perfeita, mas após alguns poucos detalhados exames, vimos que algumas mudanças serão necessárias.

Vamos começar com o sonhado salão de jogos. Na verdade falta uma sala, salão, quarto ou local (qualquer que seja o nome) destinado tão e somente ao lazer interno na casa que compramos. Esta será a primeira mudança da nossa futura casa. Tão esperada pelos meninos, é claro!

Já decidimos onde será instalado tal ambiente. Uma das laterais gramadas da casa será transformada num ambiente amplo e fechado por vidro com teto em policarbonato retrátil para não acabar com a luminosidade da casa. No chão estou pensando em cimento queimado por ser prático, rápido, rústico e moderno ao mesmo tempo.

O Jefferson (meu marido) tem algumas preferências e exigências para o local: mesa de sinuca, pebolim e carteado. Além do bar rústico da minha atual casa, vamos levar os outros móveis também, para encrementar e decorar o ambiente que ficará enorme, pelo menos nos planos deles (meninos). Vou aproveitar que o ambiente será amplo e bem arejado para fazer um cantinho de leitura com uma pequena biblioteca, já que vou levar os sofás modulares de couro da casa atual... Um canto bem aconchegante.

Também faço questão de ter um gazebo ao lado da piscina. É essencial para uma pessoa que não vive sem um livro, uma apostila, uma revista ou até uma bula de remédio para ler. Sabe aqueles gazebos de madeira com colchão branco, véus ao redor e cheio de almofadas te chamando para uma leitura descansada e descomprometida. Um sonho... Essa será minha segunda mudança no lar. Vou achar alguém que realize tal sonho. (Caso você conheça alguém que trabalhe com isso, por favor me avise.)

Depois disso começarei a pensar na decoração e na mudança propriamente dita...

Beijos, até a próxima e Vinhedo lá vamos nós!


Gazebo: um sonho a realizar.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Casa nova, tudo novo.

Acredito que todos que compram uma casa nova querem colocar tudo novo. Pois é, este é o meu sonho.
Desde que casei, há mais de treze anos, quero ter uma casa para deixá-la com a minha cara. Não que minha casa atual não tenha minha cara, mas queria começar do zero, sem ter que carregar todos os móveis antigos e todos os presentes que ganhei de casamento, que não foram poucos. Por alto havia mais de quinhentos convidados no meu casamento e naquela época não era comum fazer lista de presentes. Resumindo, treze anos depois ainda tenho presentes fechados, que por obséquio serão doados pois se não os usei até hoje é porque não fazem falta.

Quando casei não tinha recursos suficientes para montar a casa dos sonhos, porém conseguimos deixar nosso apartamento bem aconchegante com tudo renovado. Um verdadeiro lar para iniciar nossa família, e assim aconteceu: o Gustavo nasceu e o apartamento foi ficando pequeno. Então decidimos comprar uma casa para que ele tivesse mais espaço.

Na mudança do apartamento para a casa muitos móveis tiveram que ficar por lá, pois eram feitos sob medida. Esta foi minha primeira tentativa de "casa nova, tudo novo", mas não foi bem o que aconteceu. Consegui mudar o estilo, saí dos móveis de pátina e marfim e passei para o estilo rústico com madeira maciça e imbuia. Porém todo o resto foi junto, nenhum único eletrodoméstico novo foi adquirido desde o casamento. Não só os eletrodomésticos mas também as louças, panelas, vidros e todo o mais.

Agora decidi que chegou a hora de renovar tudo: casa nova, tudo novo. Também já passou da hora. Quase quatorze anos cozinhando no mesmo fogão e com a mesma geladeira é de desanimar qualquer um.

Quero tudo novo para a minha nova casa. A casa nova tem voltagem 220, logo todos os eletrodomésticos serão trocados pois minha casa atual tem voltagem 110. A cozinha planejada já vem com cooktop, forno elétrico e coifa de inox novos, a geladeira já estou providenciando juntamente com todo o resto.

A palavra de ordem no atual mundo sustentável é reciclagem. Então pretendo reciclar e reaproveitar várias peças, não apenas para ser politicamente correta, mas também sustentavelmente cidadã. Até os móveis rústicos ganharão lugar no salão de jogos. Posso até carregar móveis antigos mas como serão repaginados, posso considerá-los novos.

Ainda há muitos detalhes faltantes, muita coisa para adquirir, mas até a mudança eu chego lá. Aos poucos vou revelando as minhas novas aquisições, dúvidas e curiosidades. E se você tiver sugestões sustentáveis, por favor, elas serão muito bem vindas.

Beijos, até a próxima postagem e Vinhedo lá vamos nós!

domingo, 19 de junho de 2011

A busca do futuro lar

Após decidido que VINHEDO seria o local ideal para a instalação do nosso futuro lar, então começamos a visitar a cidade e conhecer os condomínios. Descobrimos que na cidade há mais de 50 condomínios. Realmente não seria uma tarefa de fácil execução.


Inicialmente procurávamos por um terreno pois tínhamos a casa dos sonhos em mente, ou seja, na revista. Há alguns meses vínhamos comprando todas as revistas sobre casa e construção das bancas e não foi difícil achar uma casa maravilhosa, dos sonhos e com tudo que se tem direito para construir. A busca pelo terreno estava indo muito bem, achamos 3 bons terrenos (cerca de mil metros quadrados cada) nos melhores condomínios da cidade.


Exatamente o que queríamos: condomínios dentro da cidade, com total infraestrutura de lazer, lagos e parques, muita segurança (guardas e câmeras 24 horas), terrenos em áreas planas e ótima vizinhança.


Aí entra a parte financeira. Achamos só o terreno muito caro, mas mesmo assim fizemos propostas para a compra dos 3. Pensávamos que pelo menos um deles aceitaria nossa proposta que era bem razoável (cerca de 20% abaixo do preço estipulado, com pagamento à vista) e já pensávamos no início da construção. Não foi exatamente o que aconteceu porque nenhum deles aceitou nossa proposta, não havia negociação.


Voltando à estaca zero, começamos a procurar pela internet casas semi novas, novas e velhas, e muito velhas. Sem deixar os terrenos ainda de lado, pois a casa dos sonhos caberia apenas num terreno!


Foi aí que encontramos a corretora Vanete (se alguém precisar de uma corretora na região, eu a indico com certeza), muito simpática, prestativa e solícita. Logo de cara ela entedeu o que queríamos. Marcamos um dia de visitas. Um dia lindo, ensolarado, propício para encontrar a casa perfeita para nossa família.


Bom, na faixa de preço que demos, ela não conseguiu nenhuma casa dos sonhos, nos mostrou até alguns pesadelos. Como ela já tinha uma certa ideia do que queríamos, começou a nos mostrar algumas casas acima daquela faixa de preço e começamos a nos interessar, mas nenhuma sorriu para nós.


Até que ela lembrou-se de uma casa que acabara de ser colocada à venda, mas não tinha a chave para visitar. Mesmo assim ela queria nos mostrar e ligou para o proprietário, perguntando se ele estava na casa e pedindo permissão para mostrá-la. Ele deixara a cidade há algumas horas e disse que não havia chaves disponíveis para entrar, mas se quiséssemos tentar podia ser que ele deixara alguma janela ou porta aberta...


Lá estávamos nós diante da casa mais bela que havíamos visitado até então. E como nesse momento acredito que o universo conspira a favor... Havia uma janela aberta, pela qual o Gustavo pulou e conseguiu abrir as portas. Logo vislumbramos a casa dos sonhos, bem parecida com aquela da revista e ainda com alguns extras. (Falarei sobre eles numa próxima postagem)


A casa estava novíssima e toda mobiliada, faltando apenas alguns detalhes de decoração e alguns móveis. E o dono pretendia vendê-la completa, pois passara anos idealizando-a com a família, terminara a construção em 2010 e moravam lá há quase um ano quando repentinamente a esposa faleceu. Triste, realmente muito triste! Mas hoje ele já está bem melhor.


Nos apaixonamos pela casa, é lógico que estava bem acima do valor que esperávamos gastar inicialmente, mas não tinha como negar que ela era perfeita, tinha tudo e já estava construída. Só de pensar que não teríamos que passar por todo o encômodo e estresse de uma construção e todo o mais... Parecia até um sonho, pois nem eu nem o Jefferson estávamos muito dispostos a cuidar de uma construção.


Fizemos uma proposta e após alguns dias de negociação, fechamos a compra do nosso futuro lar. No final das contas foi muito mais fácil do que imaginávamos e como diz meu marido: "O que dinheiro e porrada não resolver, é só dar mais um pouquinho que resolve." É, tivemos que aumentar nossa proposta, mas nada absurdo, levamos em consideração o custo-benefício e até nossa saúde entrou nessa ponderação.


Ganhamos também bastante tempo com a compra da casa construída, pois agora temos de julho a dezembro para arrumá-la e deixá-la com a nossa cara.


Contar os detalhes da arrumação e pequenas reformas ficará para uma próxima postagem.


Vinhedo lá vamos nós! Beijos e até mais.

Nosso futuro lar

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O sonho que vira realidade.

Um sonho sonhado por muitos, porém vivido por poucos. Esta é a ideia que tenho da nossa mudança.

Com certeza muitos paulistanos, como eu, tem vontade de deixar a correria do dia-a-dia da cidade grande e mudar de vida. Muitos pensam em aventurar-se mundo afora, outros em morar próximo ao mar (já que praia de paulistano é o rio Tietê, como muitos dizem), outros em mudança radical, ou seja, mudar para uma cidade do interior.

Por que considero mudar para o interior tão radical? No momento ainda não sei responder ao certo, pois ainda não mudamos. Mas vou expor minhas expectativas.

A minha vida diária vai mudar muito, pelo menos no início, pois vou largar empregos, família e amigos com os quais convivo todos os dias.
Vou me aventurar numa cidade na qual não conheço as pessoas. Não tenho família por perto e nem amigos íntimos.
Seremos apenas nós: eu, meu marido Jefferson, meu filho Gustavo e minha filha Beatriz, aprendendo a conviver muito mais tempo juntos.
As crianças irão para a escola e aí seremos apenas nós dois, eu e meu marido.

Bom, no início teremos a casa para colocar em ordem, arrumar nossas coisas nos seus respectivos lugares, decorar a casa, cuidar dos jardins e assim por diante. Acredito que dentro de um ou dois meses o lar já estará estabelecido.

Depois teremos a cidade para explorar: lugares novos, vizinhos para conhecer e confraternizar, restaurantes para experimentar, bares para agitar, projetos para engajar-se e por aí vai...

Será que não estou idealizando demais? Acho que minhas expectativas estão tão altas que posso acabar me decepcionando. Mas como diz o poeta: "Mais vale a tentativa fracassada à decepção de nunca ter tentado." Então vamos sonhar alto e seja o que Deus quiser!

Hoje vou parando por aqui e em breve continuarei a discorrer sobre a minha grande futura aventura rumo a Vinhedo.

Beijos e até mais.