Até agora todas as minhas postagens foram cheias de animação, empolgação, entusiasmo e alegria. Gostaria de nunca perder este tom, mas nem sempre isso é possível. A vida insiste em nos provar que não temos controle de tudo. E nós insistimos em querer controlar tudo.
Há algumas semanas descobri que estava grávida de seis semanas e fui tomada por sentimentos maravilhosos, intensos e ao mesmo tempo controversos. Não estávamos esperando uma gravidez tão cedo. Demorei tanto para engravidar da Beatriz, dez anos depois de ter o Gustavo. Se nós queríamos? É lógico que queríamos, sempre sonhamos com uma grande família, três, quatro, cinco filhos... Ao descobrirmos, parecia que aquilo era tudo o que mais queríamos nesta vida.
Muitos planos, sonhos, modificações na nova casa, reestruturações das próximas férias e assim por diante. Como pode algo tão pequenino mudar tanto a nossa vida em tão pouco tempo?
De repente algo começa a dar errado. Sangramentos, dores e cólicas, seguidos de repouso absoluto com progesterona para segurar o bebê e perigo de aborto. Parei toda minha vida. Deixei todos os compromissos e obrigações de lado e fiquei quietinha em casa com a minha mãe cuidando das crianças. Mas aquela sensação de impotência não me abandonava. Lá no fundo eu sabia que algo estava errado. No prazo de duas semanas fiz quatro ultrassonografias. Na última, na qual eu deveria estar por volta da décima semana, foi detectada a morte fetal, não havia mais batimentos cardíacos... Tristeza, sofrimento, desilusão e aquela velha sensação de impotência.
Hoje não consigo entender muito bem as razões deste acontecimento. Acredito que tenha sido um anjinho que precisava ficar apenas algumas semanas em meu ventre. Tenho apenas a certeza que Deus não erra. Ele sabe bem as razões, sei que existe um plano muito bem elaborado para minha vida. Então coloco tudo nas mãos de Deus. Vou sacudir a poeira, dar a volta por cima e seguir em frente.
Na vida só sofre quem se arrisca. O mais importante é tirar o melhor de cada experiência que temos, boas ou ruins. Não vou deixar de me arriscar. Não vou deixar de acreditar. Sei que ainda sofrerei muito, assim como também tenho certeza que serei muito feliz...
Prometo que em breve voltarei com muitas novidades e com aquele meu típico tom de alegria, empolgação e ansiedade. Mas hoje, estou um pouco sem ânimo para escrever sobre as futuras mudanças.
Cumprirei meus últimos compromissos e obrigações, aí então voltarei todas as minhas atenções à mudança que está bem próxima. Em duas semanas, no máximo, serei uma cidadã Vinhedense. Sou funcionária do Singular Anglo até 15 de dezembro. Depois, o futuro? Ainda não sei. Acho que lecionarei no Novo Anglo Vinhedo. Estamos em negociação.
Hoje vou parando por aqui. Até breve, fiquem na luz e Vinhedo lá vamos nós!
Um grande beijo,
Viviane
Nenhum comentário:
Postar um comentário