quinta-feira, 28 de julho de 2011

As chaves


Após tantas idas e vindas de Vinhedo, com o meu nível de ansiedade no limite da razão, estou aqui para relatar um momento muito especial desta minha nova empreitada, o recebimento das chaves do meu futuro lar.

Até então tudo era um sonho, bem próximo da realidade, mas um sonho. Agora sim posso afirmar que o sonho está se tornando realidade. Pegar a chave e abrir a porta da sua nova casa, sem corretores e ex-proprietário... realmente não tem preço. Bom, preço até que tem, mas ele perdeu o sentido e o real valor diante da emoção do momento.

Foi meio que por acaso que sozinha recebi as chaves. A entrega estava marcada para o mês de julho, porém os documentos por parte do ex-proprietário atrasaram e a entrega seguiu caminho. Fui eu para Vinhedo na última semana de férias com a intenção de passar um dia agradável entre amigos, conhecer um pouco mais a cidade e também conhecer a minha até então amiga virtual Marly a qual realmente deixou de ser apenas virtual. (Contarei esta história numa próxima postagem).

Bom, como eu estava por lá, decidi ir até a imobiliária para verificar como estava o andamento do processo, das documentações e tentar descobrir uma data aproximada da entrega das chaves. Para minha grande surpresa lá estavam elas a minha espera. Quase não acreditei quando a Vanete me disse que poderia pegá-las no próximo dia pela manhã, pois os pertences do antigo proprietário já haviam sido retirados. E intencionalmente ele deixara as chaves para nos entregar, mesmo sem findar as papeladas e formalidades.

Saí de São Paulo com a intenção de ficar apenas um dia em Vinhedo, mas com a grande novidade acabei pernoitando na casa da Marly. No dia seguinte logo bem cedo rumei para meu futuro lar onde a Vanete já estava me esperando para vistoriar a casa e entregar as chaves. Após terminada a vistoria, finalmente recebi as chaves. Ao sair deixei as janelas abertas ventilando a casa porque voltaria mais tarde para apresentar meu novo lar aos meus amigos que lá estavam.

Não posso deixar de mencionar o episódio de ter sido barrada na entrada do condomínio por não ter nenhum documento comprovando minha posse. Fui salva pela minha vizinha Eli que autorizou minha entrada. Mas logo pensei no lado positivo, a segurança do condomínio realmente funciona.

Aí então está o ápice da história: Fui ao meu novo futuro lar e abri a porta da frente com a minha chave com muita emoção, felicidade e esperança.

Até a próxima postagem, um grande beijo e Vinhedo lá vamos nós!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A pergunta que não quer calar.


Muitas perguntas são feitas acerca da minha nova futura vida em Vinhedo. Mais existe uma que é a campeã. Não interessa quem nem onde, contudo mais cedo ou mais tarde ela surge como quem não quer nada no decorrer de qualquer que seja o assunto: "O que você vai fazer em Vinhedo?" Uma pergunta bastante ampla se levarmos em consideração os muitos sentidos do verbo fazer. Sei que muitos referem-se à minha futura atuação profissional. Quanto a isso eu, verdadeiramente, ainda não sei. Outros usam uma função conotativa do verbo fazer. Sobre esses outros, eu prefiro não comentar.

Como vocês sabem a proposta de mudança radical de vida vem sendo desenvolvida há tempos, estou preparando tudo minuciosamente para que fique a total contento de todos os envolvidos. É lógico que estamos financeiramente preparados para tal mudança. O Jefferson está se preparando e até agendando futuros cursos para somente atuar na área financeira que ele tanto gosta.

Tenho plena consciência que a pergunta é feita mais diretamente à minha pessoa. As pessoas que me conhecem bem sabem que não conseguirei ficar parada. Sem desenvolver atividade alguma. Apenas cuidando das crianças e da casa. Eu vou sim, com certeza, trabalhar.

Todavia já pensei nas mais diversas, possíveis e imagináveis atividades para eu desempenhar.
Primeiramente queria abrir uma franquia na área da educação. Uma pequena escola infantil ou de idiomas, afinal de contas são mais de quinze anos lecionando. Já descartei tal ideia por causa do grande número de diversificadas escolas espalhadas pela cidade. Há também outras franquias que me ocorreram. Uma livraria é um sonho de consumo particular meu, devido ao meu profundo amor pela leitura. Ainda não consegui visualizar essa viabilidade. Não posso me deixar levar pela paixão em algo imensamente importante.

Após muita reflexão acerca dessas e de tantas outras atividades cheguei a conclusão que não tenho como saber antes de me instalar em Vinhedo. Tenho que conhecer e sentir quais são as reais carências da cidade. O que falta no mercado de trabalho da região? Qual público alvo eu pretendo atingir com qualquer que seja o produto? Há mercado para tal produto? Estas são algumas das milhares de perguntas que povoam meus pensamentos. Eu sei que só após respondê-las chegarei próximo a uma resposta para "a" pergunta que não quer calar.

Grande beijo, até a próxima e Vinhedo lá vamos nós!

Viviane

PS.: Para os mais curiosos e ansiosos vou responder a mais uma pergunta. Não, eu ainda não peguei as chaves do meu futuro lar. Porém o grande dia se aproxima...